Vencendo a Procrastinação e Cumprindo os Objetivos

Já passamos da metade do ano e as pessoas que estão na correria do dia a dia são unânimes em refletir: “mas já?”. E talvez muitos se lembrem de que usaram o período da última passagem do ano (novamente) para estabelecerem suas metas e objetivos e não precisamos recorrer a dados estatísticos para saber que uma pequena minoria está conseguindo agir para cumprir os seus propósitos.


Mas o que impede as pessoas de se manterem engajadas nas ações que as levariam para a obtenção de resultados tão melhores daqueles que têm conseguido? E qual é a importância de organizarmos as nossa mente para as nossas conquistas? Existe explicação para isso? Existe solução para isso?


Vamos refletir primeiramente sobre os benefícios em termos metas e agirmos para a sua conquista: Um estudo realizado com um grupo de alunos da universidade de Yale nos EUA demonstrou que apenas 3% deles possuíam objetivos bem formulados. Vinte anos depois constataram que a soma da remuneração desses 3% superava a soma da remuneração dos 97% que não possuíam metas.


Para enriquecermos a nossa reflexão sobre esse impacto é válido pensarmos em termos de números absolutos: supondo que a remuneração média das pessoas que faziam parte do grupo dos 97% (que não possuíam metas) fosse US$12.000,00/mês, os ganhos médios de uma pessoa do grupo dos 3% que as possuía seria maior do que RS$388.000,00 por mês, ou seja, quem se guiou pelas metas passou a ganhar 32 vezes a mais do que quem não tinha. Isso demonstra o peso da meta sobre os nossos resultados.


Se o simples fato de pensarmos de maneira organizada e focada significa uma diferença tão brutal em nossas conquistas, então, o que nos impede? Será que somos preguiçosos ou algo assim? Será que temos jeito?


Para tranquilizar o leitor, afirmamos que as dificuldades para estabelecer e cumprir metas não são uma “deficiência” da personalidade e nem se trata de uma característica imutável, mas sim uma restrição comportamental facilmente identificável e de fácil solução quando se utiliza a Programação Neurolinguística.


As razões que nos impedem se alojam na mente inconsciente, predominantemente na estrutura de crenças, e ali foram instaladas durante o processo de formação da nossa personalidade, sobretudo na infância e na fase inicial da adolescência e por se tratar de um processo mental alojado no inconsciente, tornam-se difíceis as tentativas de dominá-los via mente consciente. Dar conselhos é para muitos, mas ensinar a fazer é para poucos.


Buscamos respostas nos livros de autoajuda, assistimos a palestras motivacionais, contratamos um coach, fazemos terapia convencional, pedimos auxílio nas religiões e doutrinas filosóficas e no limite, partimos para os despachos em encruzilhadas ou compramos terreno no céu, mas via de regra as dificuldades permanecem. A explicação é simples: se as dificuldades estão alojadas na mente inconsciente, elas só serão eliminadas se houver interferência direta na mente inconsciente.


Dentre as alternativas descritas acima, destacamos que a terapia e a orientação de um coach poderão funcionar, desde que o profissional que o orientará conheça PNL e existem alguns desses profissionais que são muito capazes. A razão disso é que a PNL é repleta de ferramentas que em boas mãos, permitem a identificação das causas fundamentais dos impedimentos e a sua rápida eliminação.


Essas causas nada mais são do que processos mentais, que foram aprendidos, sob a influência de quem teve grande poder pessoal sobre nós, durante o processo de nossa criação. Estamos nos referindo aqui às pessoas que nos criaram e também as que exerciam poder pessoal sobre nós, como por exemplo, nossos pais, irmãos mais velhos, avós, etc. No período inicial da nossa existência, a opinião que eles expressam sobre nós ou sobre as dificuldades passam a se manifestar como verdades inquestionáveis em nossos inconscientes, exercendo assim enormes impedimentos para as nossas atitudes.


Vou citar aqui uma causa muito comum de impedimento de conquista de metas, lembrando que a PNL não trabalha com “diagnósticos”, mas sim, com a individualização da problemática de cada indivíduo. Você conhece pessoas que começam atividades de maneira extremamente empolgadas e depois de algum tempo desistem e partem para outra coisa também de modo empolgado e novamente vão perdendo o ímpeto até desistirem?


Pois bem, uma das inúmeras razões dessas empolgações e desistências sucessivas está fundamentada em uma estratégia mental inconsciente de não gerar resultados. Por exemplo, pessoas que começam um tipo de curso, desistem e começam outro e desistem novamente não se dão conta que o início da perda do ímpeto ocorre quando se aproximam os períodos das provas.


E por qual motivo isso? Porque de alguma maneira em suas mentes o evento “prova” está vinculado à geração de resultados sujeitos às falhas, que por sua vez estão sujeitas às críticas e todas as consequências convertidas em dores emocionais contidas em sua história no período da infância e adolescência. Portanto, de maneira furtiva e quase que imperceptível, o pensamento nas provas que estão se aproximando disparam os medos que a “criança” sentia e nas consequências pela possibilidade de ir mal, como as críticas, comparações, castigos e dúvidas sobre suas capacidades.


Lembre-se, o maior drama de uma criança é o de não frustrar os pais. Portanto, as críticas e comparações são emocionalmente devastadoras para a auto percepção dela e na maioria dos casos, a mente inconsciente assimila em contextos como esses a crença na incapacidade ou na insuficiência de recursos.


E se tivéssemos memória para nos lembrarmos das emoções que sentíamos nesses momentos, verificaríamos que as reações internas envolviam medo, frustração, torpor mental e físico, com uma imensa vontade de não fazer nada e apenas nos recolhermos em nosso quarto para minimizarmos a nossa exposição à essas dores.


Então, a saída é acessarmos essas experiências do passado e neutralizarmos os seus efeitos sobre a Gestalt que contém essas crenças de incapacidade, ou então, passarmos por seções de hipnose com PNL para enriquecermos as nossas opções inconscientes.


E apesar da PNL não estar sendo devidamente abordada pela maioria das pessoas que estão falando em PNL, existem alguns ótimos profissionais capacitados para identificar as causas fundamentais dessa problemática e ressignificá-las.


Uma ótima semana, muitas realizações e forte abraço!


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