Não Existem Erros, Apenas Resultados

A frase do título desse artigo é o quarto pressuposto da Programação Neurolinguística e apesar de se parecer com uma declaração consoladora, através da qual as nossas “culpas” ou “responsabilidades” possam ser minimizadas, ela é muito mais importante do que isso e os seus efeitos definem a nossa própria maneira de nos relacionarmos com as adversidades.


A maior parte das pessoas, ao vivenciarem um problema que provoca forte emoção negativa, passa a evitar os contextos nos quais este problema poderia ocorrer novamente.


Por exemplo, alguém que tenha trabalhado em uma empresa ou em algum setor no qual o chefe era agressivo e destrutivo decide mudar de profissão, ao invés de aprender a elevar o seu próprio poder pessoal e conquistar o respeito com o qual ela gostaria de ser tratada.


Vou dar um exemplo mais prático, real e muito comum – uma pessoa resolve construir a casa dos seus sonhos e depois de muito esforço reúne os recursos para isso tomando a decisão de administrar a obra pessoalmente. Depois da dedicação durante muitos meses no processo de administração da obra, o sonho se torna realidade, mas parece que ela não sente a mesma coisa de antes pelo sonho. Eu conheço pessoas que após o término da construção da obra não conseguiam mais se mudarem para ela, como se tivesse passado por um período traumático.


E é mais ou menos isso que acontece: o pedreiro não veio na segunda feira porque tomou um porre no domingo, o eletricista que furtou parte do material que você comprou, a caída do piso que ficou contrária á posição do ralo, a parede que ficou torta, a fundação que foi feita em desacordo com o projeto e isso fez com que você tivesse que escolher entre ficar com o engenheiro ou o empreiteiro da obra, e assim por diante. Quem já construiu ou reformou certamente se identificou com o que foi comentado aqui.


Existia o grande sonho da casa novinha, mas foi vivenciado um período de pesadelos durante o processo de construção que instalaram no inconsciente da pessoa tantas emoções negativas que substituíram sentimentos bons por sentimentos ruins no próprio sonho. Estamos usando o exemplo da casa, mas essa análise vale para qualquer tipo de desejo que dependa da nossa participação ativa para a sua conquista, inclusive no campo dos relacionamentos.


Mas como vivenciar o sonho e impedir que as adversidades que ocorrem para a sua conquista e manutenção o transformem em pesadelo? A resposta é simples: deixando de pensar em termos de erro e avaliando a ocorrência como um resultado. Voltando ao exemplo da construção da casa, todos os problemas citados anteriormente são conhecidos, portanto, possíveis de serem evitados.


É impressionante o fato de isso ser tão óbvio, mas não considerado na prática. Vejamos por exemplo o contexto das empresas; os problemas do dia a dia se repetem e se multiplicam e somos muito criativos para elaborarmos novas dificuldades. Bastaria sermos fortes no gerenciamento dos processos, mas a coisa esbarra no comportamento da liderança, desde o dirigente até a chefia de primeira linha.


E quando não admitimos que a falha reside na falta do cumprimento rígido dos processos, procuramos culpados. Ao contrário, se voltarmos o nosso entendimento para encarar tudo como resultados indesejáveis, imediatamente a nossa mente passa a admitir que existe uma estratégia que está sendo adotada para nos levar a esses resultados (aqueles que eu não queremos). Então, mude a estratégia e obtenha outros resultados.


A grande questão é: ao decidir promover melhorias ou conquistas em qualquer campo de sua vida, você também decidiu criar uma infinidade de problemas. Não evoluímos sem criarmos novos desafios (problemas). Dependendo da sua estrutura emocional, que tem tudo a ver com a forma com a qual você foi ensinado a encarar os problemas, você poderá ficar “abraçado” a eles ou partir para as alternativas para solucioná-los.


Ocorre que a maneira de reagirmos ao adverso é automática, porque a nossa reação se torna um processo inconsciente, dando a percepção de que temos limitações de personalidades intransponíveis. A boa notícia está justamente no fato desse tipo de reação ser um processo e, portanto, pode ser substituído por outros, que o torne mais produtivo, eficiente e feliz. E as respostas estão na Programação Neurolinguística, e esse nome não foi escolhido à toa.


Com as ferramentas desenvolvidas pela PNL, ensinadas em nossos cursos ou utilizadas nos processos terapêuticos que praticamos com os nossos clientes, as pessoas passam a reconhecer os padrões subjacentes (inconscientes) que as paralisam perante problemas específicos, e passam a ter condições de substituírem a paralisia por estratégias que geram as alternativas para outros resultados.


Lembre-se: não existem erros, apenas resultados. Para os indesejáveis, mude a estratégia. Para isso, aprenda e fazer interferências em sua mente inconsciente através da PNL aplicada.

Ótima semana para você, com muito sucesso, saúde e felicidade!

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