É Possível Emagrecer e Manter o Peso Através Da Programação Mental?

O efeito sanfona é a situação mais comum nas tentativas de emagrecimento. Isso porque quase a totalidade das estratégias recomendadas para o processo de emagrecimento não interferem na causa fundamental que leva a comportamentos com algum nível de compulsividade.


Tudo que é compulsivo reside na estrutura de crenças das pessoas e a estrutura de crenças reside no inconsciente. Portanto, ter ciência das coisas não significa que conseguiremos resolvê-las, antes de provocarmos mudanças nas crenças (ou até mesmo no senso de identidade). É necessário algum mergulho no inconsciente.


Felizmente, a partir da criação da Programação Neurolinguística a partir do início da década de 70, psicólogos, terapeutas e profissionais da saúde com a visão extremamente simples e lógica sobre a maneira com a qual se instala o comportamento humano têm ajudado pessoas com algum problema comportamental de maneira eficaz e rápida (poucas horas de tratamento).


Para exemplificar o que estamos abordando vamos citar uma situação real que acompanhamos. Um casal nos trouxe seu filho de oito anos para avaliarmos seu problema.


O menino era realmente obeso, apesar dos pais serem magros. E a PNL nos fornece recursos que nos possibilitam elaborar o diagnóstico desde o primeiro contato telefônico que um dos familiares nos faz.


A forma da mãe se expressar por telefone continha um elevado nível de agressividade.


Quando fizemos o primeiro contato presencial com a família, confirmamos, através da observação da fisiologia, gestos e da hábito de procurarem elementos externos de responsabilidade, que os pais eram agressivos e destrutivos, enquanto o menino se mostrava ansioso e tenso.


A partir desse momento, novos contatos com a criança passaram a ser dispensáveis para o que se chamaria de diagnóstico, pois as causas das dificuldades estavam identificadas. Vinha de distorções psicológicas dos próprios pais. Agressividade e comportamento destrutivo, predominância das críticas e apontamento dos defeitos levam o inconsciente de uma criança a buscar algum elemento de compensação afetiva, pois ela precisa ser bem aceita e se sentir amada.


Da mesma forma, outras causas fundamentais podem ocasionar compulsões. Por exemplo, a visão suja sobre o sexo imposta por crenças familiares ou religiosas podem provocar um conflito entre a intenção (consciente) e comportamento (inconsciente). E uma estratégia inconsciente poderá ser a da pessoa não se desejável, engordando muito ou passando a ter doenças de pele. Isso é muito comum para casais em crise. Ambos engordam por não desejarem a relação sexual.


Sem a resolução das causas que estabelecem a compulsão, carregamos na fase adulta as mazelas “herdadas”, pois nossa mente inconsciente é atemporal, ou seja, a força das razões inconsciente não diminui com o tempo. A saída é mudar o seu significado.


No caso do menino da nossa história, provavelmente ele, em um determinado momento, se sentiu elogiado ao comer bastante. Uma parte da sua personalidade entendeu então que esse seria um caminho para receber elogios e obter tréguas perante as críticas intensas: comer alivia. E sem o tratamento (principalmente dos pais), ele se tornaria um comilão compulsivo perante tudo o que se assemelhasse com pressão psicológica.


E a parte encarregada pelo atendimento do desejo de comer algo e de modo descontrolado dispara o comportamento compulsivo atendendo a uma intenção positiva. Neste caso, a de se sentir bem aceito pelos pais e receber algum tipo de manifestação de afeto. Enquanto, para o nosso inconsciente essa intenção tiver significado positivo, ela terá predominância sobre tudo que não tiver a mesma força no nossa mente.


A saída então é provocar a ressignificação da intenção positiva. Isso é conseguido utilizando-se ferramentas simples, porém poderosas da PNL, incluindo aí comandos hipnóticos da linha naturalista (Ericksoniana).


Quando a causa fundamental não é acessada, tudo o que se fizer terá efeito paliativo. Haja vista a quantidade de pessoas que estão passando por cirurgia bariátrica e estão tendo as suas compulsões mudadas para sexo, bebida, consumo, drogas, etc. Isso porque a pessoa continua necessitando de afeto e tenta conectá-lo a outro tipo de prazer.


Ou então, pessoas que passam por bariátrica se tornam depressivas, porque em nível de inconsciente a ilusão do afeto compensado pela alimentação em excesso deixa de existir, e a mente da pessoa resgata o seu contato com a tristeza e o medo de ser deixada, provocados pelas críticas e pelo distanciamento afetivo dos pais.


E como todo esse processo está no inconsciente da pessoa, longas conversas com o cliente não levarão à causa fundamental da compulsão. O acesso a esse processo inconsciente é conseguido através de uma estrutura chamada de Metamodelagem, e a partir dessa identificação, várias ferramentas de ressignificação serão muito eficazes, incluindo-se aí a hipnose com PNL.

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