É Claro Que O Problema É A Comunicação, Mas Tem Como Resolver?

Quando sou chamado pelas empresas, eu me preparo para a segunda queixa da pessoa que me receberá, porque a primeira eu já sei qual será – “o problema aqui é a comunicação”.


E muitos gestores queixosos expressam a frase com desalento, na medida em que já tentaram de tudo e a coisa não mudou, e é comum até ter piorado.


Chama-se por palestrantes renomados, por cursos “milagrosos” ou contrata-se um exército de conselheiros, aliás, muito mais conselheiros do que realizadores, e o resultado não vem.


E aí a criação da dualidade, entre o mundo real, cinzento, que é o dia a dia na empresa e o mundo imaginário, aquele do palestrante, dos cursos e dos conselhos, que talvez seja viabilizado na próxima encarnação, ou no próximo emprego, porque “aqui isso não se aplica”.


Mas o que acontece afinal?


Para que compreenda o que virá a seguir é necessário que o leitor faça dois ajustes em sua maneira de pensar:


Ø Que aconselhamentos ao consciente não serve pra muita coisa, pois nossos impedimentos estão no inconsciente.


Ø Que tudo deveria ser o oposto do que se sabe:


Eu já explico através de alguns conceitos:


Primeiro conceito: A comunicação é o significado que você produz na mente do outro e não o que você acha que tentou comunicar.


Segundo conceito: O que entra na mente da pessoa não é a realidade, mas um pequeno borrão dela. Entre o mundo lá fora e a nossa mente existe um enorme conjunto de filtros perceptivos que provocam enormes omissões, distorções e generalizações da realidade. Isso faz com que pessoa interprete o mundo de modo próprio e distinto.


Terceiro conceito: Quando alguém descreve uma experiência, para compreender o que a pessoa está falando, em cada trecho que ela descreve, você tem que acessar as suas próprias vivências que sejam similares ao que ela está descrevendo.


Por exemplo, se a pessoa começa a falar de uma viagem a uma praia, fala de areia, do mar, da montanha no continente, da vegetação, você acessa as suas próprias viagens para entender o significado do que ela está expressando e, portanto, você não está conversando com ela, mas sim, com você.


Então o conteúdo do que se diz só tem significado para pessoa que comunica. Para você, o significado é outro.


Quarto conceito: Para poder influenciar alguém você deve desenvolver habilidades para ler o processo e não o conteúdo.


Imagino que isso que você acabou de ler parece estranho, inverso do que aprendeu até hoje e até revolucionário.


Considero essa possibilidade porque foi o que aconteceu comigo quando mergulhei na PNL. E daí o grande choque, de um engenheiro, cartesiano, controlador, rígido e lógico ter que admitir que o problema era eu e não o outro. Então o meu sofrimento na fase inicial de mudança me confere autoridade, pois as respostas vieram.


O que se prega em termos de recursos de comunicação pelos “especialistas” é genérico, superficial, tratando do “que”, mas muito longe do “como” fazer.


E com o tempo eu descobri que o comportamento se fundamenta numa lógica perfeita e é claro que isso trouxe um enorme conforto pra mim, mas o melhor de tudo, trouxe a compreensão que a resposta tá no simples.


No próximo artigo vou aprofundar a abordagem sobre a acuidade sensorial e a comunicação através do processo.


Até lá.


Forte abraço!

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